Author Archives: scirpaceus

Açor

Hoje foi um dia quente, demasiadamente quente, em certa altura a viatura de primeira intervenção a fogos florestais acusava uns 43ºC. Mas sempre ia dando para ir carregando no botão de disparo de uma pequena compacta que tenho, já presa por borrachas.

O pior foi depois, já no regresso, no nó de entrada do IP3 com um incêndio a começar quando íamos a passar. Fomos os primeiros a chegar e praticamente apagamos aquilo. Mas por estarmos numa estrada sem saída, tivemos de ficar até toda a gente retirar-se. Depois um acidente na Espinheira e o transito todo parado. Uma ordem para o colega que ia a conduzir e um desvio apropriado deu para fugir

Chegado ao Choupal, estava lá a Mirian de volta de uma asa partida de um peneireiro e uma ajuda providencial para que a ligadura ficasse bem colocada.

Agora até quarta. De folga:-)

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HelpDesk??

Depois de uma hora e meia a tentar imprimir dois relatórios com um total de 7 páginas e depois enviar os mesmos relatórios em formato pdf no sistema digital interno de transferência de documentos, sem sucesso, fartei-me e enviei este mail para o meu superior hierárquico:

Ex.mo Eng XXXX

Chefe da XXXX

Durante o dia de hoje tentei por várias vezes proceder à impressão dos relatórios 605, 630 e 631 e a sua inserção no sistema de transmissão de documentos SMARTDOCS. Todas estas tarefas não foram possíveis de realizar, dado que o equipamento informático à disposição desta equipa de VN apresenta um aviso de impossibilidade de proceder às tarefas necessárias porque tem menos de 20MB de memória disponível.
Esta capacidade de memória é por exemplo, bastante inferior à memória do cartão que possuo na minha máquina fotográfica, já nem falando na memória do meu smartphone.
Não se trata de uma questão de auscultar a opinião sobre o que devo fazer em relação a este problema, mas de informar que comparo esta situação à utilização de uma viatura de vigilância com os pneus furados: já não dá para desenrascar. Por este motivo não procederei ao registo e envio de relatórios e outros documentos sob minha responsabilidade, por entender não existirem condições para o fazer. Os meus colegas que façam o que entenderem sobre este assunto, da minha parte só voltarei a proceder à utilização de equipamento informático quando o mesmo for substituído, respeitando o esforço com que desenvolvemos a nossa actividade profissional.
Ao dispor

Encaminhou para o Helpdesk interno. Para o Helpdesk!!

Nem sequer puxou dos galões de chefe da coisa. Nada. Chutou para o lado. Chefe assim também eu era.

Faia Brava e um cheirinho de douro

A Faia Brava (Algodres – Figueira de Castelo Rodrigo) é daqueles sítios especiais que é sempre um prazer retornar. Este espaço é uma Reserva Natural privada, gerida pela Associação Transumância e Natureza-ATN (link) e a deslocação partiu de um convite para desenvolver uma sessão de captura e anilhagem de ves, incluída nas actividades organizadas para as comemorações do 10º aniversário.

Instalados na Saboia, e agora as viaturas conseguem lá chegar o que permite outras facilidades de parqueamento e de conforto.

Bons amigos, fantásticas aves, excepcional local, um fim-de-semana perfeito. E finalmente fiz a estrada que passa a sul desta reserva, permitindo ver o vale do Côa

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No domingo, depois do material arrumado, fomos rapidamente para a zona da Barragem do Pocinho para tentar verificar a presença de casais nidificantes de Chasco-preto. Conseguimos encontrar alguns é daí tentou-se a sua captura.

No regresso passamos por Torre de Moncorvo e garanto-vos que entramos numa das melhores pastelarias deste país.

 

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Dia 5: Blackbird…… com algumas penas brancas

O ultimo dia dedicado a esta viagem e à espécie-alvo. E correu bem, mas nestas alturas faço contas à viagem de regresso, entupo-me de café forte, sabendo desde logo que irei estar em estado catatónico e de taquicardia, mas desperto.

O resto, uma repetição dos últimos dias, de grandes paisagens, eficiente trabalho de campo, feito por rapazes dotados tecnicamente.

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Dia 4: Blackbird…… com algumas penas brancas

Finalmente coube-me a sorte de anilhar pela primeira vez um Chasco-preto. O dia correu bem nesse aspecto, as voltas pela região permitiram apreciar uma paisagem imensa e fantástica e que nunca deixa de impressionar.

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Dia 3: Blackbird…… com algumas penas brancas

A sessão de anilhagem em Vale do Rossim já foi realizada com toda a equipa junta. A sessão correu bem, a noite foi complicada para mim, pois se a tenda do PJF não me sai da frente, quando saí de rompante de dentro da autocaravana e a esta hora ainda estaria a lavá-la. A partir daqui foi um problema dos diabos com má disposição física e que me obrigaria no dia seguinte a andar à procura de uma farmácia em Carrazeda de Ansiães. Depois as coisas começaram a entrar nos eixos.

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Depois de uma voltinha pelas Penhas Douradas e pela nascente do Mondego, já que praticamente ninguém conhecia aquela preciosidade (preciosidade como quem diz) e rumamos ao norte, para ultrapassar o Douro e percorrermos algumas das encostas à procura do objectivo primário desta deslocação: a captura, anilhagem e marcação com anilhas coloridas do Chasco-preto – Oenanthe leucura

Quem quiser obter alguma informação sobre esta ave pode consultar este link , este link e ainda este link (este em português). Resumindo, a situação está de acordo com a cor das penas: negra.

Antes, no IP2, na descida de Foz Coa para a Barragem do Pocinho, o maior susto que apanhei até hoje, quando o pneu da autocaravana perdeu o rasto, não estoirou por pouco, mas a parte do rasto que ficou presa causou alguns estragos devido à velocidade do pneu.

A partir daqui, tudo correu bem, com o Pete a anilhar pela primeira vez esta espécie. Finalmente.

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Dia 2: Blackbird…… com algumas penas brancas

O dia correu bem, com algumas aves capturadas e o Pete sem saber se afinal já tinha anilhado Sylvia conspicilatta. Se não tinha anilhado, ficou a tarefa agora concluída.

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Final da manhã, sessão terminada, material arrumado, iniciamos a descida para Erada, terra do famoso cabrito recheado. Antes uma breve paragem para irmos vendo algumas espécies de aves e para conferir a ocupação de um ninho de Ptyonoprogne rupestris

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Depois foi tempo do ultimo membro do grupo se juntar a nós.`Á viagem e ao almoço.

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Depois foi hora de tomarmos a direcção do Vale do Rossim – Penhas Douradas, onde todo o material foi colocado a funcionar para a manhã do dia seguinte.

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Dia 1: Blackbird…… com algumas penas brancas

Podia ter anilhado o bicho em Marrocos, mas guardei-me para cá. E fui guardando a oportunidade para um dia que outro velho e grande amigo tivesse disponibilidade de marcar viagem e arrancar da velha Inglaterra e se juntasse ao grupo. E foi agora que tudo se conjugou.

A viagem que nos levaria ao Douro, para aquelas fragas escarpadas e expostas ao sol começou à porta de casa com a regular sessão em Vale Soeiro. Nada de especial a referir sobre esta sessão, que serviu para começarmos a juntar o equipamento e aprimorar a organização da viagem.

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Logo após o almoço começou a jornada que nos levaria numa primeira fase à Serra da Estrela. Local ainda desconhecido para o Pete, já que as suas passagens resumiam-se a passar perto, nas suas deslocações de carro entre Portugal e Inglaterra. Subir até lá acima nunca o tinha feito e os 2000m pareciam-lhe uma enormidade vindo de um país que o ponto mais alto não ultrapassa os 1.300m. Ainda em Seia, perguntava se aqueles montes ao fundo seriam o ponto  mais alto, recebendo como resposta geral um enorme sorriso e um “espera e verás”.

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Ainda antes da Torre, uma paragem no planalto para uma tentativa bem sucedida de captura de Anthus campestris. Coube ao Pete iniciar a sucessão de “primeira vez que anilho isto”, já que para mim também seria uma estreia, mas outras oportunidades irão aparecer.

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Ultrapassada a Torre, a descida até à Nave de Sto António onde preparamos o material de captura para o dia seguinte e assentamos arraiais.

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Reforço do meu kit de sobrevivência

Depois de ter recebido dos Fearon a habitual dose de boa cerveja inglesa, para aquilo a que chamo “o meu kit de sobrevivência”, recebi igualmente uns sabonetes feitos pela Tineke e um queijo feito em casa pelo Peter. A cerveja já está num local fresco como convem à espera das ocasiões especiais, os sabonetes irei usar no banho mensal, mas provar o queijo….bem….deixei passar uns dias para ganhar coragem.

E não é que o queijo é bom. Com o pão d’avó da padaria daqui de Brasfemes soube às mil maravilhas. Temos queijeiro ou melhor, we have breakfast during ours ringing sessions.

 

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